Mulher entre 56 e 75 anos e acima do peso. Este é o perfil da maioria das pessoas com diabetes.
Segundo o médico Luiz Vicente Berti, “Nem todos que as pessoas que vão engordar, nem todas as pessoas que não fazem atividade física vão se tornar diabéticos, mas aqueles que têm a propensão genética a tê-los, se cuidarem desde cedo, jamais ele vai desenvolver o infarto, a amputação ou a insuficiência renal.”.
Segundo a pesquisa feita em todo o Brasil, cada paciente gasta em média 110 reais por mês no tratamento. Outra constatação é que o diabético tem dificuldade para agendar uma consulta em postos de saúde da rede pública.
A doença traz uma série de mudanças de comportamento e uma das principais começa na cozinha. Cuidar da alimentação, escolher direitinho o que será colocado na mesa.
A gordura animal tem que ser evitada, dizem os médicos e é preciso controlar a quantidade de carboidratos, como o arroz, massa, pão.
Mais atenção: algumas frutas têm uma concentração grande de açúcar, como o abacaxi, a uva.
Ricardo Cohen é um dos médicos que participaram da pesquisa. Ele chama a atenção para a prevenção das doenças cardiovasculares.
“Se ele se descuida tanto da medicação quanto na modificação de estilo de vida, as doenças cardiovasculares serão muito mais precoces na vida dele.”, diz Ricardo Cohen, médico.
Por que os exercícios físicos são tão indicados para os diabéticos? “Porque quanto maior massa muscular, mais consumo de glicose existe por esse músculo e quanto maior a atividade física também maior será o gasto da glicose, abaixando a glicemia, abaixando o açúcar no sangue”, diz ele.
A receita para suar ou controlar a alimentação se resume em uma palavra.
O Ministério da Saúde informou que repassa recursos para estados e municípios adquirirem e distribuírem remédios e equipamentos de graça para o controle do diabetes.
